Filmes selecionados:
Parabenizamos e agradecemos às diretoras e produtoras, diretores, produtores e equipe de todos os filmes inscritos.
Foram 90 filmes inscritos através do site e 47 através da plataforma FestHome, totalizando 137 inscrições, nesta primeira edição.
Os selecionados são:
A andorinha. Video-dança. 6’. Christiane Silvério.
A Andorinha desperta. Sai do ninho, acordando com a imensidão azul e
tingindo-se da mesma cor em cada pincelada que suas asas dão no céu. Serenas,
enxergamos longas distâncias que proporcionam viagens mais duradouras. O céu
parecia como o mar cheio de ondas em nuvens, sendo visto pela primeira vez:
infinito... Somos céu, ar e uma imensidão que cabe no voar.
A vida que não cabe. Documentário. 14’. Baruc Carvalho Martins
Quatro mulheres trans de Aracaju conduzem as suas vidas dentro de casa.
Vozes, corpos, reflexões acerca do pertencer, do ser, estar e existir
em diversas formas sociais, físicas, sensíveis, mutáveis.
Corrente da Beleza - A beleza está nos olhos de quem vê. Documentário.
23’. Paloma Lopes - Cá entre Nós Filmes Artesanais
A beleza está nos olhos de quem vê é um filme documental que apresenta
histórias de quatro personagens do sexo feminino, e cujo propósito principal é
promover um aprofundamento sobre o conceito de beleza no mundo contemporâneo. A
narrativa se desenvolve por meio de uma dinâmica de corrente, ou seja, primeiro
a personagem narra as impressões sobre sua própria imagem e sobre o padrão
estético vigente e, em seguida, escolhe uma mulher que, a seus olhos, a inspira
por ser bonita de verdade. Esta mulher passa a ser, então, a personagem da
história seguinte, e assim sucessivamente.
“Diagrama do Útero” é um documentário poético constituído de imagens de
arquivo que propõe reflexões sobre nossa sociedade, sobre a própria mulher e
suas indecisões, sobre como se encaixar ou se desvencilhar desses rótulos que
nos perseguem desde o "É uma menina", disse o doutor.
Um fio de poesia vermelha conduzindo a experiência audiovisual de
fazer-se e afirmar-se na loucura das condições de ser negra e mulher. Olhando a
história a partir do porto, reconhecer e afirmar as potências e a beleza. Parir
do próprio sofrimento um horizonte de liberdade, apoio e colaboração. Encontrar
na presença de outras mulheres a força do feminino e o sagrado sentido de ser,
até poder celebrar a vida, em fêmea comunhão e sociedade.
Fantasma Cidade Fantasma. Ficção. 14’. Pedro B. e Amanda Devulsky
O barulho do estacionamento 11 ecoa pelo parque no centro da cidade. É
bom poder contar com você.
E se você acordasse em um banheiro público e não soubesse nada a seu
próprio respeito? Janaína Colorida Feito o Céu narra um dia na vida da
protagonista que, apesar de não saber seu nome, mantém uma serenidade
arrebatadora diante da condição em que se encontra e das situações de risco que
se coloca. O curta-metragem mostra o desafio da protagonista de redescobrir sua
interação com o meio em que a cerca – a cidade – dando, ao longo desse
processo, novos significados aos lugares e pessoas ao seu redor. Janaína
Colorida Feito o Céu explora a essência da natureza do ser humano e sua
potencialidade enquanto ser social. O filme promove também um novo olhar sobre
o urbano, uma vez que ele faz parte dessa narrativa intensa e surpreendente.
Luiza. Documentário. 15’. Caio Baú
“Luiza” trata da delicada relação entre uma jovem deficiente e o
universo que a cerca, tendo a sexualidade como fio condutor para abordar
questões como preconceito, relações entre pais e filhos, super-proteção da
família, autonomia, diferenças e amor
Memorabilia. Ficção. 3’. Emy lobo
Curta-metragem sobre passagem de tempo, espaço e alzheimer.
No Baile - Kessidy Kess. Videoclipe. 3’. Thiago Bezerra Benites /
Cinemonstro
Kessidy Kess é uma conhecida voz feminina, negra e da periferia no rap
cuiabano. O primeiro videoclipe traz à tona o machismo e racismo. A maior parte
das imagens do vídeo foram capturadas com celular e câmera fotográfica, e então
manipuladas na edição para criar composições multicoloridas e glitches. Uma
experimentação estética com as texturas e imagens de espaços públicos da região
periférica e central de Cuiabá, especificamente no CPA 3 (bairro onde vive
Kessidy) e no Centro histórico da capital.
O documentário aborda as pichações de protesto gravadas nos muros da
Universidade Federal de Sergipe. São gritos de revolta pela falta de segurança
no campus, estrutura e qualidade de ensino. As pichações são mostradas como
formas de indignação, reivindicação e também de comunicação contra a apatia das
paredes brancas que abafam os conflitos socioculturais.
O documentário audiovisual o poder da voz feminina é um retrato de 4
mulheres que lutam diariamente pelo progresso de seus trabalhos como rappers e
Mc´s,em uma sociedade machista e desigual. Elas buscam sua inserção no meio do
rap que a maioria é masculina, trazendo mensagens de igualdade e lutas
femininas. O foco principal é a mulher, usamos o rap como um meio de abordar e
construir essa personagem dentro de um contexto social periférico, desigual, machista,
classista e racista.
Podemulher. Ficção, 1’. Rosana
Íris
Será que mulher pode?
Prazer. Documentário. 17’. Camila Meurer, Lucas Mascarelhas e Débora
Gallo.
Um grupo de jovens convidou mulheres com o dobro da sua idade para
conversarem sobre sexualidade. Gravado em um estúdio, cada convidada pôde
escolher entre quatro representações da vida cotidiana (um bar, uma cozinha, um
escritório, um quarto) para conceder a entrevista. Após a decisão delas, os
anfitriões ouvem histórias de amor, traição, empoderamento e prazer; em que
nenhuma opinião se sobressai perante outra.
Uma menina começa o dia encarando seu mais profundo sonho, dançando
pela cidade a procura de seu caminho.
Um Sonho Para a Princesa Arashi. Ficção. 9’. Pedro Murad.
Fábula sobre um jovem casal em fuga de um vilarejo escondido, sonhando
pegar a estrada e correr mundo. Mas algo monstruoso prende a moça ao lugar e é
preciso fazer algo.
Usadas (Ou)sadas. Documentário/experimental. 6’. Helena Volani / Universidade Estadual do Paraná
Quatro micro histórias conectadas por um objeto, o batom vermelho, que tem
na vida das mulheres um caráter tão ambíguo de opressão e empoderamento.